Finalista do Prémio Pulitzer para Autobiografias em 2024, Andrew Leland transformou a progressiva perda de visão num dos livros mais elogiados dos últimos anos. Em entrevista à Líder, o autor de ‘Terra de Cegos’ fala sobre identidade, deficiência, acessibilidade e inclusão, defendendo que o maior obstáculo para as pessoas cegas não é a cegueira, mas a incapacidade de a sociedade as imaginar no espaço público.

Andrew Leland descreve a cegueira não como uma tragédia, mas como uma forma diferente de habitar e ver o mundo. Começou a perder a visão na adolescência e desde então tem adaptado o seu trabalho a vários formatos e ângulos para partilhar vivências da comunidade cega e não só.
Leland esteve na Feira do Livro de Lisboa para o lançamento da edição portuguesa do livro ‘Terra de Cegos’, publicada pela Access Lab, uma nova editora dedicada a histórias que promovem inclusão e transformação social.
Na sua obra, distinguida por jornais como ‘The New Yorker’, ‘Washington Post’ ou ‘The Atlantic’ como um dos best books of the year, o autor norte-americano relata a sua transição para a comunidade cega, refletindo sobre identidade, pertença, trabalho, tecnologia e acessibilidade.
Em entrevista exclusiva à Líder, explica porque continua a haver barreiras invisíveis para as pessoas com deficiência e porque o futuro da inclusão depende menos da compaixão e mais da capacidade de repensar a forma como desenhamos escolas, empresas, cidades e comunidades.
